“Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo.” I Coríntios 12.12
Certa vez eu estava em minha igreja participando de mais um domingo de ceia. Na ocasião meu pastor (Paulo Cilas) ao ministrar uma palavra sobre a importância de vivermos como irmãos e sermos participantes do corpo de Cristo, abriu espaço para participação de alguns membros presentes para que explicassem o que entendiam sobre “ser corpo de Cristo”. Alguns irmãos disseram suas interpretações sobre o referido tema, de igual modo, refleti por alguns instantes sobre um corpo humano e as suas atividades. Ao anunciar minha participação disse aos presentes que um corpo mutilado não sobrevive. É necessário estar entrelaçado os seus diversos membros e possuir vida para sobreviver.
Tentando entender a importância de viver em comunhão me deparo com alguns ditos de Jesus: Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. João 15.3 Jesus afirma que o homem por seu mero esforço nada pode fazer sozinho: “pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” João 15.5b. Somos dependentes primeiramente de Deus. Precisamos possuir a vida de Deus em nós. Ele nos dá o fôlego para vivermos e vencermos nessa vida. Em segundo lugar necessitamos de viver em comunidade, e mais, viver entrelaçados para alcançar a comunhão proposta pelo Senhor.
Atualmente as facilidades tecnológicas tem nos levado a uma vida sem comunhão. Damos até nome para o novo modelo de cristianismo vivido por alguns, o “Cristo em Casa”. Parece engraçado, mas a falta de proximidade entre pessoas que professam uma mesma fé pode nos levar ao abandono total dessa fé. Repetindo o trecho de Jesus: “sem mim vocês não podem fazer coisa alguma”. Alguém pode se perguntar: “Mas Jesus estava falando dEle, sem Ele que nada poderemos fazer!”. Eu, porém afirmo que Jesus está falando do seu corpo, a Igreja, e Ele está presente na vida de cada membro. É como tentar explicar a sobrevivência de um braço fora de seu corpo. Todos somos participantes de um mesmo corpo e precisamos da vida presente no todo desse corpo. Cito o texto inicial do Apóstolo São Paulo: “Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo”.
Concluindo, portanto, a Igreja possui um papel fundamental desde sua fundação, viver para o amor e para abnegação. Quando nos dispomos a viver para o próximo fazemos valer a palavra que diz: “Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.”Gálatas 2.20a Viver para Cristo é viver para o próximo. É se dispor a suprir necessidades alheias. Viver em comunhão é superar preconceitos. Dar sem querer receber nada em troca. Viver em comunhão é necessitar da vida de Deus que está no próximo. É romper com o orgulho e altivez. Se quero ser imitador de Cristo devo fazer o que Ele fez. E o que Ele fez Paulo descreve: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser SERVO, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!” Filipenses 2.5-8. Isso é ser participante do corpo de Cristo. É ter vida. Isso é ser Igreja!

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