sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fé e Ação... Ação e Fé - Por Jayson Nogueira

Fé e Ação... Ação e Fé.

Por que ainda não temos encontrado solução para os nossos problemas?

Ou alcançado bênção do Senhor na nossa vida?

A fé sem obras é morta – (Tg. 2: 14 –26).
Existem pessoas que querem um emprego: Que estão clamando a Deus por um emprego, pois querem melhorar de vida. Mas, não se qualificam, não estudam, não fazem um curso profissionalizante, não distribuem currículos, estão esperando em Deus. Estão enfiados dentro de uma igreja tão somente esperando o milagre e não fazem nada para alcançá-lo. Nos relatos bíblicos sobre milagres, observe que sempre uma ação de quem buscava o milagre antecedia o mesmo. O cego grita por Jesus, a Mulher se esforça para vencer a multidão, Naamã tem que ir até o profeta e fazer o que ele diz.
Passemos para alguns assuntos práticos:
Casamento - Na sociedade que vivemos está sendo considerado quase um milagre casar e permanecer casado. Existem pessoas que querem casar: Mas, são pessoas que não sabem, nem possuem o perfil do futuro esposo ou esposa. O que você quer? Se é alto, baixo, gordo ou magro, com qual nível de conhecimento, crente ou não (apesar de não ser garantia nenhuma), e fica pedindo me dá Senhor. É claro que esposo ou esposa não se busca como uma mercadoria de supermercado, contudo se você não sabe o que quer como obter tal coisa, fica pedindo “Deus me dê um namorando, noivo esposo.” Se você não sabe o que quer como Deus vai te dar? (Não recebem porque pedem mal). Entretanto não é só pedir é também agir! Não estou tirando Deus do seu lugar ou diminuindo o seu poder não! O que quero dizer é quê: Deus não vai fazer o que você precisa fazer! Deus não ajuda preguiçoso!
Sem falar que se não sabendo o perfil do futuro pretendente como tal pessoa irá se preparar para conquistá-lo? Também pode haver outro critério além do perfil. O de que qualquer um serve, (desesperadas). Pessoas assim ficam como uma metralhadora humana, dando tiro pra todo lado. Pior ainda é quando não se cuida não se arruma direito, fica parecendo mesmo uma arma de guerra. Pra resolver é só pedir um com problemas de visão. Deus de amor!
A mensagem triunfalista diz: Deus vai te dar... Ah tá! Você que não faça algo pra alcançar não pra ver!
Você esta esperando 1, 2, 3 anos e nada – Você vai ficar esperando! Você precisa de Deus sim! Mais Ele vai abençoar aquilo que você se propõe a fazer! Para derrotar Golias Deus usou a habilidade de Davi, que era o melhor atirador de pedras de Israel. E você quer ser usado? Quer ser abençoado? Quais são as suas habilidades?
Problemas conjugais: Casamento pode ser uma bênção como uma tragédia – depende de duas pessoas. Mas não é impossível.
O homem e a mulher vivem em pé de guerra, não podem se encontrar que sai faísca. E a mulher está clamando a Deus por mudança no esposo – mas quando ele chega em casa, a primeira pergunta que ela faz é “você demorou... você estava onde?” Ele responde: “Preso na 3ª ponte”, mas ela não acredita... e começa ”– você não fala que me ama... você arrumou outra... está me traindo!”
E não vê que suas atitudes contribuem para a destruição do casamento – ainda diz que o Diabo está destruindo o casamento dela. Não! É ela mesma! Também não estou dizendo que o Diabo não está agindo, entretanto, em muitas situações ele nem precisa. Algumas vão buscar solução nesses cultos onde tudo é o diabo, que tem de repreender o Diabo. Tem de repreender a ela mesma. Encher a boca d’água! E o coração de sabedoria! “A rixosa a (casa) destrói com as próprias mãos” (Pr. 14:1).
Outra situação quando ele, o marido, entra em casa, vindo do trabalho – ela está vendo novela, não tem nada para comer e vestida com uma roupa que nem pra bazar serve. E diz que o diabo esta destruindo o seu casamento!
Clama a Deus, mais não percebe que para o milagre acontecer ela precisa mudar! Ela faz parte do processo de restauração do casamento.
Isto também acontece com as mulheres - O homem a trata com grosseria e depois vem encostando, querendo algo mais – e diz que a mulher é que não quer saber mais disso ou daquilo. O cara é igual um cavalo, um troglodita. A mulher vai mandá-lo andar de bicicleta mesmo! O homem não é romântico, não leva um presente, não faz um elogio. Depois vai dizer que o diabo esta destruindo o casamento dele. Tem coisas que Deus não faz e tem coisas que o Diabo nem precisa fazer!
O que dizer daquele que está com problemas financeiros:
A pessoa esta pedindo a Deus que resolva sua vida financeira, mas não pode ver uma promoção na C&A ou na Riachuelo – que divida em 12 x sem juros - que não consegue ficar sem o famoso cartão de credito – gasta mais do que ganha!
Não organiza a própria vida financeira – fazendo uma planilha de custos.
E diz que o diabo esta levando tudo o que ganha. Sabe qual o nome do diabo? Shopping, Cartão de Credito. Comprador compulsivo.
Um dos maiores problemas do homem é a transferência de responsabilidade que faz parte da natureza pecaminosa - Édem.
Você conversa com uma pessoa que não quer se resolver, ela justifica tudo através dos outros!
O eixo central da mensagem triunfalista é – Deus vai te dar a vitória – Jesus já venceu o diabo e te fez um vencedor. Este tipo de mensagem tira do homem a responsabilidade de resolver os seus problemas, transfere para Deus ou para o Diabo os resultados da vida.
O que tem de crente vivendo do mesmo jeito, com os mesmos problemas – porque não se atentaram em resolver primeiramente os seus problemas e buscarem em Deus força para isso. Na igreja triunfalista a demanda de pessoas com problemas é sempre crescente, estas pessoas são incentivadas a buscarem cada vez mais ao Deus que resolve os problemas, e continuam com eles, por quê?
Eu creio, sim, que Deus pode resolver, ou melhor, nos ajudar a resolver nossos problemas – mas partindo da premissa de que eu tenho que reconhecê-los e me esforçar em vencê-los.
O primeiro passo para uma vida transformada é o arrependimento e o segundo passo no caminho do arrependimento é um plano de mudança!
Por que as coisas não acontecem na tua vida, meu irmão? Porque você continua fazendo as mesmas coisas, continua sendo o mesmo! Apesar de orar e buscar a Deus!

Pr. Jaylson Nogueira Pereira

domingo, 24 de outubro de 2010

"ROUBAR E DESTRUIR"... MAS "ELE" QUEM - POR PAULO CILAS

Claro que se eu fizer essa pergunta, na maioria dos lugares a resposta imediata é: O diabo. Alguns "juram de pé junto" que está escrito na Bíblia "o diabo veio para matar, roubar e destruir" no texto de João 10.10. Mas fato é que no verso não está escrito "o diabo", mas sim, "o ladrão". E ainda que a pecha de ladrão, de assassino, de destruidor caiba bem no diabo, vejo nesse verso, dentro do contexto geral do capítulo 10, que não é bem dele que Jesus está falando.

Lendo a ilustração no início de João 10, vemos no discurso de Jesus sobre o Bom Pastor, que é Ele mesmo, uma menção aos mercenários. No verso 8, Jesus descreve os que vieram antes dele como ladrões e salteadores. No 12, ele diz que o mercenário vê vir o lobo e abandona as ovelhas e foge, no 13, foge porque ele não é o pastor, ele não tem cuidado das ovelhas, ele só tem compromisso com seus próprios ganhos. 

Sendo assim, tal declaração de Jesus talvez nunca teve cumprimento tão definitivo quanto nos dias de hoje, em que muitos não tendo compromisso nenhum com as ovelhas, cuidado nenhum com elas, verdadeiramente estão matando a fé e a identidade individual - porque muitos estão se tornando massa manobrada, em nome de uma fé cega, de chavões e crendices -; estão roubando tempo de vida, dias de trabalho - muitos pensam trabalhar para o reino de Deus, mas na verdade estão gastando seu trabalho e esforço para edificação de reino de homens - Ah! mas, roubam dinheiro também; estão destruindo a convivência, a harmonia, a unidade, a humildade - muitos estão levantando as bandeiras de seus líderes, de suas denominações deixando de viver a fraternidade, a comunhão e o amor ao próximo. Outras destruições seguem a essas: destruição da esperança, da fé, do bom testemunho. Pessoas acabam decepcionadas com a carreira cristã. Outras, alienadas, só conseguem andar conduzidas por amuletos e muletas e não conseguem uma vida pessoal diante de Deus.

Claro que não é tão simples escrever ou ainda aceitar o que estou escrevendo. Ouvi de um aluno há muito, que com essa afirmação eu estava jogando fora anos de conhecimento bíblico dele. Ouvi de outro, enquanto líamos o texto juntos, que compreendia o que eu explicitava, no entanto que era difícil abrir mão da ideia de que era o diabo que veio matar, roubar e destruir. E o mais curioso, é que muitos que matam, roubam e destroem mencionam sempre o nome do diabo. 

Sei que pregadores, muitos dos quais eu admiro, pregam que o diabo é a personagem da matança, os ouço até no púlpito da igreja onde estou, mas mesmo assim insisto: Ouvindo Jesus falar sobre os enganadores em diversas ocasiões, o mesmo acontecendo com Paulo, Pedroe João que também fazem menção de oportunistas que têm como deus seu próprio ventre e que buscam sua própria glória e não a de Deus, não vejo outra interpretação senão a que está bem claro no texto, e se no capítulo 10 de João há um papel para o diabo, é a figura do lobo.

Então, bendito é o que houve a palavra do Bom Pastor e que reconhece a sua voz. Esse é guardado dos ataques, mas o que dizer dos que tem ouvido a voz dos mercenários? Ficarão à mercê do lobo.

Assim penso e assim estou seguro: Ainda, repito, que pela sua fama é fácil chamar o diabo de matador, roubador e destruidor, escrevo com convicção que Jesus está falando de homens maus, que dizem querer cuidar de ovelhas. Que a inspiração desses é o maligno, não tenho dúvida, pois normalmente os tais são soberbos - ainda que muitas vezes em capa de humildade -, gananciosos - mas se dizendo visionários - e sem freios - entretanto se dizendo conquistadores. Penso que é desses que Jesus está falando.

Ps. O bom livro "Esgotamento Espiritual" de malcom smith, que li há há mais de quinze anos, traz algo sobre o assunto.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

MUDANÇA DE RUMO - Extraído



"O que encobre as suas transgressões jamais prosperará;
mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia".Pv 28.13

O verdadeiro arrependimento atinge a vontade. É dar meia volta e voltar-se para Deus. Judas deu os primeiros passos do arrependimento. Ele confessou o pecado e sentiu tristeza a ponto de devolver o dinheiro recebido pela traição. 
Porém, não deu o último passo, não se voltou para Jesus. Apenas a consciência do erro e a correspondente tristeza não são suficientes.

É preciso exercitar a vontade e correr para os braços do Pai. O filho pródigo caiu em si e voltou para a Casa do Pai. Se ele tivesse apenas lamentado sua condição e permanecido na pocilga, ele teria perecido. Mas, voltou e encontrou o abraço da reconciliação e a festa da salvação. 

Você já se arrependeu de quem você é e do que você tem feito contra Deus? Você tem produzido frutos dignos de arrependimento? Ou você ainda se deleita naquilo que Deus abomina? Não há fé salvadora sem arrependimento do pecado. A porta do céu jamais se abrirá para aqueles que não entraram, 
aqui, pela porta do arrependimento.

Fonte: www.cadadia.com.br 

domingo, 17 de outubro de 2010

Mais Cristo, menos Cristianismo!!! Ed René Kivitz

Toda religião está estruturada em dogmas, rituais e códigos morais. O Cristianismo também. Mas não são os dogmas, os rituais e os códigos morais que definem a experiência pessoal com Cristo. O apóstolo Paulo esclareceu que os seguidores de Jesus não podem ser reduzidos a observadores de rituais e padrões morais: Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo […] Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: “Não manuseie!”, “Não prove!”, “Não toque!”? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne [Colossenses 2.16,17,20-23].
A experiência mística do Cristo crucificado e ressurreto, comunhão com Ele, viver nEle, estar nEle, andar nEle [1Coríntios 1.9; Colossenses 1.2, 26,27; 2.6,7; 3.2], enfim, a devoção e a adoração a Cristo importam mais que a defesa do Cristianismo, isto é, dos dogmas, rituais e códigos morais considerados cristãos.
A imitação de Cristo é a essência do seguimento de Jesus, e importa mais que a adesão ao Cristianismo. Consta que Mahatma Gandhi teria afirmado a respeito dos protestantes ingleses: “Aceito seu Cristo, mas não aceito seu Cristianismo”. Eis aí uma constatação interessante: não poucas vezes a maneira como pretendemos servir a Cristo implica trair o espírito de Cristo. Talvez tenha sido isso o que Friedrich Nietzsche quis dizer ao afirmar que “se mais remidos se parecessem os remidos, mais fácil me seria crer no Redentor”.
O apóstolo Paulo estava ciente desse perigo e, por isso, recomendou aos cristãos: Vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos. Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração. Tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai [Colossenses 3.5-17].
Há muitas pessoas que se declaram adeptas da religião Cristianismo, mas não se comprometem a viver como Jesus Cristo viveu e ensinou. Não estão ocupadas em guardar (obedecer) todas as coisas que ele ordenou [Mateus 20.18-20], nem tampouco em andar como Ele andou [1João 2.6]. A respeito dessas pessoas, o próprio Jesus declarou: Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! [Mateus 7.21-23].
Cristo é maior que o Cristianismo. Por essa razão, a adoração a Cristo é mais importante que a defesa do Cristianismo, e a imitação de Cristo é mais importante que a adesão ao Cristianismo. Ser como Cristo e fazer mais por Cristo, eis as legítimas aspirações de todo aquele que se comprometeu com o caminho de Cristo.

domingo, 3 de outubro de 2010

SERVIR: PRIVILÉGIO DE POUCOS - Por Ed René Kivitz



É natural ao coração humano a busca de conforto, status, poder e tudo quanto vem agregado a estas realidades. Tiago, João e sua mãe foram até Jesus solicitar tais privilégios na consumação do reino de Deus. Jesus não disse nem que sim, nem que não, mas aproveitou para reforçar que o reino de Deus é reino de servos e, portanto, os servos são os verdadeiros governantes do mundo. No reino de Deus, o privilégio e o ônus de governar não é das “pessoas importantes”, mas dos servos, até porque, governar é servir. No reino de Deus, a maneira de governar não é exercendo domínio sobre os governados, mas servindo os governados, até porque, governar é servir. Na lógica do reino de Deus, o oposto também é verdadeiro: servir é governar.

Para servir é necessário sair da zona de conforto, isto é, fazer o indesejado, dedicar tempo para tarefas pouco atraentes, assumir responsabilidades desprezadas pela maioria, fazer “o trabalho sujo”, enfim fazer o que ninguém gosta de fazer. Para servir é necessário vencer o orgulho, isto é, se dispor a ser tratado como escravo, ter os direitos negligenciados, ser desprestigiado, sofrer injustiças, conviver com quase nenhum reconhecimento, enfim, não se deixar diminuir pela maneira como as pessoas tratam os que consideram em posição inferior. Para servir é necessário abrir mão dos próprios interesses, isto é, pensar no outro em primeiro lugar, ocupar-se mais em dar do que em receber, calar primeiro, perdoar sempre, sempre pedir perdão, enfim, fazer o possível para que os outros sejam beneficiados ainda que ás custas de prejuízos e danos pessoais.

Não é por menos que em qualquer sociedade humana existem mais clientes do que servos. Servir não é privilégio de muitos. Servir é para gente grande. Servir é para gente que conhece a si mesma, e está segura de sua identidade, a tal ponto que nada nem ninguém o diminui. Servir é para gente que conhece o coração das gentes, de tal maneira que nada nem ninguém causa decepção suficiente para que o serviço seja abandonado. Servir é para quem conhece o amor, de tal maneira que desconhece preço elevado demais para que possa continuar servindo. Servir é para quem conhece o fim a que se pode chegar servindo e amando, de tal maneira que não é motivado pelo reconhecimento, a gratidão ou a recompensa, mas pelo próprio privilégio de servir. 
Servir é para gente parecida com Jesus. Servir é para muito pouca gente.

A comunidade cristã – a Igreja, pode e deve ser vista, portanto, como uma escola de servos. Uma escola onde aprendemos que somos portadores do dna de Deus, dignidade que ninguém nos pode tirar. Uma escola onde aprendemos que, por mais desfigurado que esteja, todo ser humano carrega a imagem de Deus. Uma escola onde aprendemos a amar, e descobrimos que, se 
“não existe amor sem dor”, jamais se ama em vão. Uma escola onde aprendemos que “mais bem aventurada coisa é dar do que receber”.

Servir é mesmo privilégio de poucos. De minha parte, preferiria ser servido. Mas aí teria de abrir mão do reino de Deus. Teria de abrir mão de desfrutar do melhor de mim mesmo. Teria de abrir mão de você. Definitivamente, me custaria muito caro. Nesse caso, continuo na escola.