domingo, 26 de setembro de 2010

Cristianismo Como Estilo de Vida




I Coríntios 9.19-23 “Sou um homem livre; não sou escravo de ninguém. Mas eu me fiz escravo de todos a fim de ganhar para Cristo o maior número possível de pessoas. Quando trabalho entre os judeus, vivo como judeu a fim de ganhá-los para Cristo. Não estou debaixo da Lei de Moisés; mas, quando trabalho entre os judeus, vivo como se estivesse debaixo dessa Lei para ganhar os judeus para Cristo. Assim também, quando estou entre os não-judeus, vivo fora da Lei de Moisés a fim de ganhar os não-judeus para Cristo. Isso não quer dizer que eu não obedeço à lei de Deus, pois estou, de fato, debaixo da lei de Cristo. Quando estou entre os fracos na fé, eu me torno fraco também a fim de ganhá-los para Cristo. Assim eu me torno tudo para todos a fim de poder, de qualquer maneira possível, salvar alguns”.

INTRODUÇÃO
Mais um valente contrariando as estatísticas do mundo religioso que se corrompe sem parar. Nós (VN's) colocamos no coração não se contaminar com a podridão encontrada na religião atual (falo do movimento Neo-Pentecostalista), que deseja apenas arrecadação de lucros em troca de mentiras ilusórias ao povo que perece por não ter conhecimento do verdadeiro evangelho. Nós queremos seguir os passos de Jesus. Andar onde Ele andou. Conviver com o tipo de pessoas que Ele conviveu. Fazer muito mais do que nos é mandado, para não sermos chamados de servos inúteis. Ser Valente Noturno é superar qualquer tipo de conformidade, ultrapassar qualquer barreira cultural ou religiosa, totalmente disposto a cumprir a ordenança de Cristo: "Vão e preguem..." 

NÃO SEREMOS AMADOS
João 15.18,19 “Jesus continuou: Se o mundo odeia vocês, lembrem que ele me odiou primeiro. Se vocês fossem do mundo, o mundo os amaria por vocês serem dele. Mas eu os escolhi entre as pessoas do mundo, e vocês não são mais dele. Por isso o mundo odeia vocês”.

Nossa escolha pelo Evangelho de Cristo desperta em outras pessoas ira. Não porque nos tornamos melhores que essas pessoas. Pelo contrário, o conhecimento do evangelho nos faz enxergar nossos erros e pecados, quem realmente somos para reconhecer que precisamos de Jesus mais e mais a cada dia. Já a sociedade movida pelo capitalismo é orgulhosa e egoísta. Sem o auxílio do Espírito Santo é impossível que ocorra essa conversão de pensamentos. Não vivemos como o mundo. Não somos desse mundo. Somos Sal e Luz. Somos as mãos de misericórdia de Deus estendidas aos homens.

NÃO ESCOLHEMOS ISSO. JESUS NOS ESCOLHEU
João 15.16,17 “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca. Isso a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome. O que eu mando a vocês é isto: amem uns aos outros”.

Nosso papel ao viver o cristianismo com estilo de vida é aceitar o que nos é proposto por Jesus. Ele que nos escolheu, e com uma missão. “... que vão e produzam frutos”. Quando fazemos isso estamos seguindo a conduta normal de pessoas cheias do Espírito Santo. Quando vivemos isso estamos aceitando quem realmente somos.


PARA ISSO QUE FOMOS CRIADOS
Efésios 2.10 “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.

O autor do Eclesiastes em uma busca para descobrir o sentido da vida inicia sua trajetória em busca de DINHEIRO e não se satisfaz, em seguida busca PODER, conquista o poder e não se satisfaz, segue então uma busca escandalosa por PRAZER e não encontra contentamento. Parte para a FAMA E NOTORIEDADE e ainda assim, não se satisfaz, citando então uma das mais conhecidas frases: “Vaidade, Vaidade, tudo é vaidade”. Ou como em outra tradução: “Tudo isso é como correr atrás do vento”. Não faz sentido.
O sentido primário da existência de cada cristão é fazer boas obras. Sejam atos no meio religioso, na comunidade onde reside, faculdade onde estuda, em seu lar, etc. Somos criados para isso. Usando palavras às vezes. Mas falando muito mais por meio de nossas atitudes. Não vemos os necessitados como um peso para a sociedade. Vemos em cada pessoa necessitada uma oportunidade do poder de Deus ser manifesto através das nossas vidas. Seguimos a conduta do que realmente somos, e para que, estamos aqui nesse mundo.


O EVANGELHO NOS TRÁS CONTENTAMENTO
Romanos 1.16Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que crêem, primeiro os judeus e também os não-judeus”.

Viver o evangelho nos trás contentamento. Não temos peso nem vergonha do que temos. E sim, orgulho e prazer pelo que somos. Por encontrar prazer em ser o que somos é que anunciamos. Algo lógico, levar o que é bom para o maior número possível de pessoas. Assim somos nós, anunciamos o que é bom. E ainda pelo caminho da graça revelada em Jesus.
O evangelho de Jesus nos sustenta. O Jesus do evangelho nos alimenta. Nele temos força e poder através do evangelho.
Se quisermos desfrutar o poder de Deus. Temos que desfrutar o evangelho de Jesus. O evangelho é o poder de Deus. O poder de Deus é o evangelho.


Vivamos o Evangelho como Estilo de Vida.

domingo, 19 de setembro de 2010

Funções da Igreja na Sociedade



A igreja não foi instituída simplesmente para que tivéssemos um ponto de encontro, onde estaria também presente Deus. A igreja não é a instituição religiosa. A igreja não está presa, ou rotulada por placas, líderes humanos, e/ou coisas semelhantes (apesar de participarmos de grupos religiosos e sermos direcionados por lideres que nos foram dados por Deus). A igreja de Jesus Cristo que Ele escolheu somos nós. Pessoas. Seres humanos. Repletos de erros e dificuldades. Mas com o objetivo de apresentar a Missão de Deus às pessoas. 
Temos a missão de trazer esperança aos necessitados, iluminar os olhos dos que estão cegos, fazendo valer a palavra que diz: "Amando-vos uns aos outros". E mostrando sempre que a fonte de toda esperança e a certeza de alívio e refrigério para a alma está em Jesus Cristo.

Porque os cristãos realizam coisas boas?


1-     FOMOS FEITOS PARA ISSO

Ef. 2:10Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos”.

Nós não fazemos boas obras porque é bom ajudar as pessoas. O sentido da criação de Deus foi nos fazer pessoas voluntárias. Dispostas a realizar o propósito da sua criação. O voluntariado é a oportunidade que temos de revolucionar um mundo sem amor, e desesperançoso da vida. O sistema que rege o mundo atual nos leva ao egocentrismo. Porém, nós cristãos, temos uma missão diferenciada. Isso não se dá apenas em falar de Jesus para outras pessoas. Mas também a forma diária na qual vivemos, seja no trabalho, na faculdade, no lar. Não fazemos evangelismo. Nós somos o evangelismo. Como disse São Francisco de Assis: "Pregue o evangelho, se for preciso use palavras".
  
2-     A IGREJA JAMAIS PODERÁ NEGAR A HOSPITALIDADE

Hb. 13.2,3 “Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber alguns acolheram anjos. Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos que estão sendo maltratados, como se fossem vocês mesmos que o estivessem sofrendo no corpo”.

Vivemos em uma sociedade egoísta e capitalista, onde arrecadar lucros se tornou tão importante, que se for preciso, as pessoas matam ou fazem uso de outras pessoas como degraus para subir na vida. O padrão já não está em “se contentar com o que se tem”, mas sim “não se contentar, mas arrecadar mais e mais...”. A igreja não se deixa levar por esse raciocínio, mas é sempre pronta em dividir o que tem e ainda está sempre considerando superiores uns aos outros.
 Filipenses 2.3 “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos”.
 1Timóteo 6.17,18: “Exorta aos ricos… que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos em repartir”.
  
3-     IGREJA TEM A FUNÇÃO DE AMAR SEM INTERESSE

I João 3:16-18 “Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. Se alguém é rico e vê o seu irmão passando necessidade, mas fecha o seu coração para essa pessoa, como pode afirmar que, de fato, ama a Deus? Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. “Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações”. 

Não escolhemos a quem amar, Deus nos convida a compartilhar o seu amor com todas as pessoas, sem distinção de cor, raça, gênero, religião ou opção sexual. Se é um viciado em crack ou mesmo sendo um rico ou pobre egoísta. Fomos chamados para amar. O amor divino não se constitui na base da troca, dar esperando algo de volta. Não, mas sim, é um amor que não busca os seus próprios interesses. 
Amemos sem preconceitos. Que isso seja nossa prática diária de vida, não simplesmente nos momentos de reuniões.
Acredito que o amor é o fundamento mais importante para que as pessoas consigam conviver em paz. O amor vai nos levar ao sonho de vivência de qualquer sociedade, sem violência, nem homicídios, sem o uso das drogas, com a ajuda voluntária. Sempre tendo mãos estendidas. Onde todos, desde simples trabalhadores até os governantes irão desejar fazer o bem a todos. O início dessa revolução de amor deve-se iniciar na igreja. Assim iremos contagiar o mundo.

Deus nos abençoe,

Winston Carneiro

domingo, 12 de setembro de 2010

A supremacia do bem



Para vencer o ceticismo e continuar a ser gente 





Escrevo sob o impacto das últimas notícias, que me despertam memórias remotas, como fantasmas que se recusam à cova. A Operação Satiagraha (movimento de resistência à ocupação britânica na Índia, proposto por Mahatma Gandhi e caracterizado pela não-violência), deflagrada pela Policia Federal, relativa às relações entre o famigerado "mensalão" e um amontoado de empresas predestinadas ao desvio de verbas públicas, coloca os brasileiros, mais uma vez, diante da corrupção sistêmica e aparentemente insuperável. Eis o mal mostrando sua carranca criminosa desde os degraus mais elevados do poder social e econômico. A morte do pequeno João Roberto Amorim Soares, 3 anos, insiste em lembrar que as ruas das nossas cidades vão, aos poucos, se confundindo com os cenários dos velhos filmes de faroeste, com a suspeita de que alguns policiais se acreditam mesmo encarnações de John Wayne. Mais uma criança abatida, agora brincando de roda de mãos dadas com João Helio, Isabella Nardoni e milhares de outras, que não tiveram tempo de descobrir que pais é esse. Eis o mal mostrando sua carranca infanticida nas calçadas das grandes metrópoles. As fotos de Ingrid Betancourt, resgatada dentre mais de 700 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), estampando as primeiras páginas dos jornais, alimentam o debate a respeito da legitimidade do poder, seus meios e fins, no emaranhado geopolítico em que estamos todos mergulhados. Eis o mal mostrando sua carranca gananciosa nos palanques da ideologia. 





A lista poderia se estender, mas estes poucos fatos são suficientes para alertar quanto ao maior mal que o mal pode causar, a saber, nos conduzir a não crer em mais nada, nem mesmo em Deus, nem sequer em nós mesmos, nem na vida. Mas escrevo para lembrar Musil, o filósofo austríaco: "O homem é capaz de tudo, até mesmo de fazer o bem". E também para compartilhar a reflexão de Jean Delumeau: "O mal certamente existe. Mas o bem também. O belo existe. A ternura existe. Todos podem constatar isso cotidianamente. Não fazer entrar a realidade do bem em uma análise da condição humana é cometer uma subtração ilegítima (...) Com os meios modernos de destruição pode-se hoje aniquilar em dois minutos uma cidade cuja construção e extensão haviam exigido dois mil anos de esforços. Contrariamente ao mal, o bem não faz barulho. Essa 'discrição' faz com que não o levemos suficientemente em consideração em nosso juízo sobre o mundo. 'Ouve-se o estrondo da árvore que é derrubada, mas não se ouve a floresta que cresce', diz o provérbio. A floresta que cresce silenciosamente é o bem que é realizado a cada dia na Terra, em torno de nós e também - por que não? - por nós (...) Suponha que, de repente, o voluntariado deixasse de existir, que subitamente ninguém mais viesse a ajudar ninguém... com isso a existência cotidiana ficaria paralisada e a vida se tornaria insustentável. A humilde generosidade de cada dia está na própria base do tecido social. Mas ela não atrai a atenção das mídias. Estamos tão acostumados com ela que não a percebemos. Em compensação, seu desaparecimento repentino criaria um vazio impossível de ser preenchido" (Delumeau, Jean. À espera da aurora: um cristianismo para o amanhã. São Paulo: Edições Loyola, 2007). 





Jesus afirmou o sal da terra e a luz do mundo. Não fossem os que respondem sim ao convite do Deus que é pura bondade, o mundo ficaria em trevas, e a terra seria um lugar sem graça onde se viver. Eis o Cristo, triunfando, e mostrando sua face amorosa todos os dias, em todo lugar, através daqueles que não se deixam vencer pelo mal, mas vencem o mal com o bem.