Houve algum tipo de jogo de dados ao pé da cruz... Fico imaginando como Jesus teria visto esta cena. Ao olhar para baixo, além de seus pés sangrando, até o círculo dos jogadores, o que Ele teria pensado? Que emoções teria sentido? Devia ter ficado admirado. Ali estavam soldados comuns testemunhando o acontecimento mais incomum do mundo, e não tinham percebido. Para eles, aquela era apenas outra manhã de sexta-feira ou quarta-feira para alguns... E Ele apenas mais um criminoso.
Vamos, ande depressa, agora é a minha vez!
Está bem, está bem. Esta jogada é pelas sandálias.
Jogavam dados disputando aquilo que Cristo possuía. Abaixados. Olhos fixos no jogo. Esqueceram-se da Cruz. O simbolismo é assustador. Você consegue perceber?
Ele me faz pensar a nosso respeito. Nos evangélicos. Naqueles que clamam heranças aos pés da cruz. Estou pensando em todos nós. Em cada crente da terra. Nos pretensiosos. Nos negligentes. Nos rigorosos. Nos ritos. Nos milenialistas, evangélicos, políticos, místicos, literais, cínicos, nas vestes, nos colarinhos, nos ternos de três peças, nos nascidos novamente, nos que dizem amém!!!
Estou pensando em nós.
Estou pensando que não somos muito diferentes daqueles soldados (sinto muito em dizer isto).
Também jogamos aos pés da Cruz. Competimos por membros. Brigamos por “STATUS”. Negociamos nossos juízos e nossas condenações. Competições. Egoísmo. Vantagens pessoais. Está tudo ali. Não gostamos do que o outro fez, portanto, pegamos a sandália que ganhamos e saímos correndo.
Tão perto do lenho, mas tão longe do sangue.
Estamos tão perto do evento mais incomum do mundo, mas agimos como apostadores ordinários amontoados de grupos briguentos, lutando por todas as opiniões.
Quantas horas de púlpito foram desperdiçadas em pregações triviais? Quantas tombaram ante a dor insignificante? Quantos lideres sobrecarregaram com suas ranhetices, desembainharam a espada da amargura e iniciaram uma batalha contra seus irmãos a respeito do assunto que não valem a pena discutir?
Tão perto da cruz, mas tão longe de Cristo.
Tornamo-nos especializados em competições do tipo “Estou certo”. Escrevemos livros sobre aquilo que os outros fazem de errado. Especializamo-nos em criar mexericos e descobrir fraquezas. Dividimos a pessoas em pequenos grupos e, depois, Deus me livre, dividimos outra vez... São as nossas diferenças tão divisíveis? São nossas opiniões tão embaraçadas? Seriam nossas muralhas tão amplas? Seria impossível encontrar uma causa comum?
“Para que todos sejam um”, Jesus orou.
Um. Não um grupo de dois mil. Apenas um em Um. Uma igreja. Uma fé. Um Senhor. Apenas Cristãos. Um em Cristo.
(“a medida que as mãos de Jesus se abria com os pregos, a porta do Céu se abria para nós” Max Lucado).
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